
25Nov . 2019
Ortodontia
7 de mar. de 2019
Antes de abordar essa diferença, vamos conversar um pouco, sob uma visão clínica, sobre autoligados versus convencional? Boa leitura!
Um tipo de aparelho fixo que possui clipes nos bráquetes, ao invés de ligaduras para “ligar o fio”. Foi descrito pela primeira vez, há mais de 80 anos por Russel que descreveu em 1935 na literatura um sistema, onde o arco era fixado e pressionado dentro da canaleta dos bráquetes Edgewise por um parafuso.
A ausência das ligaduras traz vantagens na higiene e estética. Como o fio do aparelho passa diretamente por dentro de canaletas e é preso pelas tampas do bráquete, dispensa o uso do acessório de amarração convencional, que acaba acumulando mais placa, pelo volume e tipo de material elástico.
Outra vantagem é em relação ao tempo de tratamento. Mas muita atenção, visto que o tempo de tratamento envolve muitos fatores, inclusive a cooperação do paciente, não gosto de adicionar esse fator como algo atrativo para seleção. Costumo comunicar com os pacientes e também alunos, utilizando o termo “otimização de tempo” e não “redução do tempo”. Sim, temos menos tempo de cadeira, troca de arcos mais espaçados e com uma sequência mais enxuta, posso assim dizer, então conseguimos adiantar fases de tratamento.
Com a existência de um menor atrito entre as estruturas do aparelho e a possibilidade de se aplicar a força adequada para a movimentação dentária a ser obtida, os danos aos tecidos que circundam os dentes (ossos, gengivas e ligamentos periodontais) poderão ser menores. Causando movimentações mais biológicas e ao mesmo tempo menos efeitos colaterais que possam causar desconforto.
A ausência de atrito é um fator importante a ser explorado, mesmo com o sistema autoligado, poderemos sim ter projeção de incisivos e inclinação. O que vai diferenciar no tratamento com este sistema é o bom manejo dos torques, entendimento da relação bráquetes/arcos e também um criterioso diagnóstico e planejamento biomecânico, com auxiliares. Temos uma matéria por aqui, onde abordamos fios ortodônticos. Vale a pena dar uma lida, CLIQUE AQUI. É ortodontia. E essa não muda, no ponto de vista de diagnóstico.